segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Problemas de confiança


De quem nunca esperei, baixei a guarda e caí
É melhor estar à espera da queda, concluí
Que para confiar temos que conhecer bem
Confio em quem conheço mas não conheço ninguém
Só nos magoam os que amamos
Só nos podem desiludir as pessoas em quem nós confiamos
Porque os outros não têm esse poder
Certo é que sem confiança há pouco mais a perder
Se calhar não há amigos apenas rasgos de amizade
E ninguém é feliz mas há momentos de felicidade
E quem perdoa merece louvor
A vida é curta demais para se viver com rancor

Não és tu sou eu
Não consigo confiar
Já caí tantas vezes que já me custa a acreditar
Problemas de confiança
Não és tu sou eu
Não consigo confiar
Já caí tantas vezes que já me custa levantar...

Excerto de "Problemas de Confiança" in AC Para Os Amigos

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Foi um momento

Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não ?

Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas tão de leve!...

Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há muita coisa Incompreendida...

Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
‘Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.

Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Talvez...


‎"Tenho amor incondicional pelas pessoas que entram em minha vida e sinceramente, não sei o quanto isso é bom nos dias atuais. Talvez esse seja meu pior defeito."


Bem-vindo 2012

terça-feira, 14 de junho de 2011

On my way

"Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo."

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Tantos, tantos...

"Há muitos tipos de corações. Há corações pequenos e tímidos, há corações grandes e abertos, há corações onde é preciso meter requerimentos de papel azul e selo de garantia para abrirem as portas e outros cheios de janelas, frescos e arejados. Há corações com trancas, segredos e sistema de alarme que são como cofres de bancos. Corações sombrios e desconfiados, com fechaduras secretas e portas falsas. Corações que parecem simples, mas quando se entra lá dentro, espera-nos o mais perverso dos labirintos. E há corações que são como jardins públicos, onde pessoas de todas as idades podem entrar e descansar. Há corações que são como casas antigas, cheios de mistérios e fantasmas, com jardins secretos e sótãos poeirentos, carregados de memórias e recordações e há corações simples e fáceis de conhecer, descontraídos e leves, sempre em férias como tendas de campismo. Há corações viajantes, temerários e corajosos, como barcos à vela que nos parecem bonitos ao longe, mas que nos deixam sempre na boca o sabor amargo de nunca os conseguirmos abarcar... Há corações missionários, despojados e enormes. Há corações que são paquetes de luxo, onde o requinte é a palavra-chave para baterem... Há corações que são como borboletas e voam de um lado para o outro sem parar, numa pressa ansiosa de viver tudo antes que a vida se acabe.
Há corações que são como elefantes do zoo, muito grandes, pacíficos e passivos que aceitam viver limitados pelos outros e que até tocam o sino se os tratarmos bem e lhes dermos mimos e corações aventureiros, sempre prontos para partir em difíceis expedições e se ultrapassarem a si mesmos. Há corações rebeldes e selvagens que não suportam laços nem correntes, corações que correm tão depressa como chitas e matam como leoas, e depois há corações gnus, que sabem que vão ser caçados mas não fogem ao seu destino...
Há corações que são como rosas, caprichosas e cheios de espinhos e outros que são campainhas, simplórios e carentes sempre a chamar por afecto. Há corações que são como girassóis, rodando as suas paixões ao sabor do brilho e da glória e corações como batata-doce, que só crescem e se alimentam se estiverem bem guardados e escondidos debaixo da terra.
Há corações que são como pianos, altivos e majestosos onde só tocam os que possuem a arte de bem seduzir. E corações como harpas, onde uma simples festa provoca uma sinfonia.
Há corações incondicionais que vivem tão maravilhados em descobrir a grandeza de outros corações que às vezes se esquecem de si próprios... Há corações estrategas, que batem ao ritmo de esquemas e planos, corações transgressores que vivem para amar clandestinamente e só sabem desejar o proibido e corações conservadores, que só se entregam quando tudo é de acordo com os seus padrões e valores.
Há corações a motor, que vivem só para o trabalho e corações poetas só se alimentam de sonhos e ilusões. Há corações teatrais, para quem a vida é uma comédia ou uma tragédia e corações cinéfilos que registam a beleza de cada momento em frames de paixão.
Há corações duros como aço, sem arritmias, onde nada risca e faz mossa e corações de plasticina que se moldam às formas dos corações que amam. Há corações de papel, bonitos e frágeis que se amachucam facilmente e desbotam à primeira lágrima, há corações de vidro que quando se estilhaçam nunca mais se recompõem e corações de porcelana que depois de se partirem ainda sabem colar os destroços e começar de novo.
Há corações orientais, espiritualizados e serenos e corações ocidentais hedonistas e ambiciosos, corações britânicos onde tudo é meticulosamente arrumado segundo costumes e convenções, latinos que batem ao som da paixão e da loucura.
Há corações de uma só porta que são como grandes casas de família e outros de duas portas, uma para a sociedade e outra para a intimidade. Há corações que são como conventos, silenciosos e enclausurados e outros que são como hotéis, onde se paga o amor sem amor, escandalosos e promiscuos. Há corações parasitas, que vivem do afecto dos outros sem nada dar e corações dadores que só são felizes na entrega.
Mas há ainda uma ou outra espécie de corações, os corações hospedeiros que sabem receber e fazem sentir os outros corações como se estivessem em casa, que dão e aceitam amor sem se fixarem, que tratam cada passageiro como se fosse o último, enquanto procuram o coração gémeo, sempre na esperança, secreta e nunca perdida de um dia deixarem de viajar e sossegarem para a vida."

quarta-feira, 31 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Tou assim...

"Quando tu não estás comigo, fico sem voz de comando, ninguém me diz nada porque as pessoas falam mas eu não as oiço, escuto apenas o teu coração a bater junto ao meu, a tua respiração de suspiros, os teus gemidos de arrepio quando te passo as mãos pelos braços e estes se eriçam como pelos de gato; escuto apenas a tua pele cujo cheiro reconheci antes mesmo de lhe tocar, a música dos teus cabelos quando escorrem pelas minhas mãos como água doce e tu sorris como uma miúda e eu tenho vontade de nunca mais te largar. Longe de ti não sei se estou perdido, apenas sei que me sinto só, e só penso em voltar para o teu lado."

Margarida Rebelo pinto

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mimos matinais II


Começo a ficar mal habituada com os teus mimos matinais!
Gosto tanto!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Mimos matinais

Cheguei ao trabalho hoje com muito sono, tanto que mal conseguia ter os olhos abertos!
Abri a caixa dos mails e deparo-me com este mimo




Passou-me logo o sono, esbocei um sorriso gigante e ganhei boa disposição para o resto do dia!
São estas amizades que fazem com que os meus dias valham a pena!
Adoro-te tantoooooo!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Um amor maior que muitos


Uma rua especial sem dúvida!


Carnaval

Não é que goste do carnaval, até me passa bem ao lado, mas este ano foi especial!
Adorei!














Regresso!

Já começou um novo ano e eu sem passar por aqui...
Tantas coisas aconteceram... Novas histórias, outras velhas, momentos felizes, outros nem tanto, pessoas a entrarem e a sairem da minha vida, passeios, exames na faculdade, passeios de novo, recomeço das aulas... Enfim, a azáfama do costume sem a qual já nem sei o que faria!
O que importa reter é q voltei (pelo menos acho q sim...)